Dia Nacional do Tambor de Crioula: quando a cultura dança e o artesanato guarda memórias do Maranhão
- Pra Começo de Conversa

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O som dos tambores anuncia a roda. As coreiras entram em cena com seus giros marcados pela leveza das saias coloridas, enquanto cantos e toadas conduzem uma das mais autênticas expressões da cultura maranhense. Celebrado em 18 de junho, o Dia Nacional do Tambor de Crioula homenageia uma tradição que atravessa gerações e permanece viva nos terreiros, comunidades e festejos populares do Maranhão.
Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o Tambor de Crioula tem origem afro-brasileira e é tradicionalmente dedicado a São Benedito. Na roda, a dança acontece em sintonia com os tocadores, formando um espetáculo espontâneo em que música, movimento e devoção caminham juntos.
Ao longo dos anos, grupos tradicionais contribuíram para manter viva essa herança cultural. Entre eles, o Tambor de Crioula de Mestre Felipe, que tornou-se uma referência na preservação dos saberes transmitidos de geração em geração.
Durante o São João, a brincadeira conquista novos admiradores e desperta a curiosidade de quem visita o estado. A experiência vai além de assistir às apresentações. Muitos turistas entram na roda, aprendem os primeiros passos e descobrem uma manifestação marcada pelo acolhimento e pela participação coletiva.
Foi o que aconteceu com Marina Albuquerque, de 42 anos, moradora de São Paulo. Em viagem para conhecer os Lençóis Maranhenses, ela encontrou, no Arraial do Ipem, dentro da roda do Tambor de Crioula, uma das experiências mais marcantes de sua passagem pelo Maranhão.
“Eu vim pelos Lençóis Maranhenses, mas fui surpreendida pela riqueza cultural que encontrei aqui. Quando vi o Tambor de Crioula pela primeira vez, senti uma energia muito forte. É uma dança que acolhe. As pessoas convidam você para participar, para sentir o ritmo. Acabei entrando na roda, e foi uma experiência inesquecível. Quando encontrei o artesanato que representava esse momento, fiz questão de comprar peças de artesanato, porque quero guardar essa lembrança para sempre”, contou Marina Albuquerque.
A emoção que nasce na roda também inspira o trabalho de quem transforma cultura em arte. Artesã e coreira, Lúcia Franco encontra nas tradições populares a principal referência para suas criações, que incluem biojoias e souvenirs inspirados na cultura popular maranhense.
“O Tambor de Crioula faz parte da minha vida. Quando estou dançando, sinto uma conexão muito forte com nossas raízes. Essa vivência também influencia meu trabalho artesanal. Gosto de valorizar a riqueza dos detalhes, o colorido das festas e a beleza das manifestações que fazem parte do nosso dia a dia. O visitante percebe esse carinho e leva consigo uma lembrança carregada de significado”, disse, entusiasmada, a artesã.
Fonte: Secom/MA





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